Ex-diretor alega que havia parecer favorável na Justiça
Curitiba - O ex-diretor do Detran Cesar Franco disse que decidiu pela compra dos créditos por ter pareceres de todos os órgãos competentes pela efetivação do contrato. Ele mesmo teria visto os despachos judiciais que comprovariam que a Vale Couros efetivamente havia ganho o direito da validação dos créditos de exportação de calçados. ''Na época, os pareceres indicavam que tudo estava certo'', disse ele, em entrevista à Folha.
Franco contou que apenas soube que ainda havia pendência judicial, quando solicitou uma cópia da decisão da Justiça Federal para validação dos créditos da Vale Couros. ''Eu cheguei a notificar a empresa. A situação foi parar na Justiça'', afirmou ele. Como deixou o governo, Franco disse que não pode falar sobre a continuidade do processo para a recuperação dos créditos na Justiça. ''Fizemos uma transação que nos daria vantagem por causa do deságio. Pode ter havido um prejuízo, mas vai ser a Justiça quem vai dizer se o dinheiro terá que ser devolvido pela Vale Couros ou se os créditos terão que ser aceitos pela União'', pontuou.
O diretor presidente da Vale Couros, Roberto Fabrim, disse ontem que os créditos estão em fase de liquidação e que o Detran deverá receber em breve os valores da sentença. A liquidação foi pedida no dia 8 de julho de 2003, depois de ter os créditos reconhecidos em todas as instâncias judiciais. O Detran foi nominado como credor da ação instaurada pela Vale Couros contra a União. ''O Detran não vai perder nada. Os créditos serão aceitos pela União. É uma questão de tempo'', afirmou ontem Fabrim, em entrevista à Folha. (L.P.)





