A polícia de Nova Esperança (34 quilômetros a noroeste de Maringá) cumpriu ontem um mandado de prisão preventiva da Justiça Eleitoral contra o ex-deputado estadual Nilton Cezar Servo (PDT), candidato a vice-prefeito derrotado nestas eleições. Servo era vice da mulher, Tuco Servo, candidata a prefeita. Desde domingo, correligionários do ex-deputado passaram a promover protestos na cidade com ameaças de invasão ao Fórum.
Servo foi levado para a cadeia da 9ª Subdivisão Policial de Maringá para evitar tumultos em Nova Esperança. O Ministério Público (MP) pediu à Polícia Federal abertura de inquérito para investigar denúncias de crimes eleitorais que teriam sido cometidos pelo ex-deputado.
No sábado antes das eleições, Servo teria organizado uma carreata. Ele é acusado também de, no domingo, ter feito uma distribuição de alimentos em troca de votos. Contra o ex-deputado pesa ainda a acusação de apologia ao crime.
A polícia cumpriu também mandado de busca e apreensão no comitê e na casa do ex-deputado na tentativa de localizar armas. Segundo o delegado de Nova Esperança, Paulo Roberto Machado, que está colaborando com o Ministério Público no processo, nenhuma arma foi localizada.
Mas foram apreendidas fitas cassete gravadas com entrevistas em rádio e de um sistema de som local. O material foi encaminhado para perícia no Instituto de Criminalística. Servo teria incitado a população de Nova Esperança a fazer uma revolta na cidade por causa do resultado das urnas no domingo.
A mulher de Servo contesta a atitude da Justiça e disse que vai pedir para anular as eleições por irregularidades. Ela afirma existirem testemunhas que contam que no momento do voto, no lugar da candidata, aparecia o número e a foto de um outro candidato a prefeito.
‘‘Em todas as pesquisas aparecíamos em primeiro lugar, mas nas eleições ficamos em quarto lugar’’, diz Tuco Servo. O candidato eleito Gerson Zanusso (PFL) obteve 5.301 votos e Tuco Servo ficou com 2.303. Advogados do ex-deputado iriam pedir ontem o relaxamento da prisão preventiva.

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