Ex-deputado nega relação com irmão de Lula
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quinta-feira, 07 de junho de 2007
Agência Estado 
Campo Grande - Depois de 12 horas de interrogatório na Polícia Federal (PF), não ficou estabelecida qualquer ligação entre o ex-deputado estadual Nilton Cézar Servo (PR), acusado de ser o chefe da máfia dos caça-níqueis, e o irmão mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Genival Inácio da Silva, mais conhecido como ''Vavá'', que caracterizasse crime. A observação é do advogado de Servo, Marco Rasslan, esclarecendo que não houve menção a propina paga pelo cliente a ''Vavá'', ''nos mais de 80 quesitos que respondeu''.
Rasslan lamentou que tudo o que soube até agora envolvendo a Operação Xeque-Mate, não considerando o depoimento de Servo, ''foi através da imprensa''. Evitou comentar informações passadas por um delegado da Policia Federal (PF), afirmando que, numa das gravações telefônicas, Servo reclama para um terceiro que ''Vavá'' pediria ''além do combinado''.
''Estou de mãos atadas. Como os meus colegas. Não tenho os autos e isso só conseguiremos na sexta-feira (hoje).'' A mesma reclamação é do advogado Milton Fernando Talzi, que defende o compadre de Lula Dario Morelli Filho. ''Acho um absurdo a Polícia Federal passar informações para jornalistas, sobre assunto com sigilo de Justiça.''
O advogado Marcelo Dib, que defende os suspeitos Andrei Cunha, Antônio Celso Monteiro Catan e João Alex Monteiro Catan, presos na operação por envolvimento na máfia dos caça-níqueis, está mesma condição por não ter tido acesso aos autos. Sabe que um dos clientes teve uma oferta de delação premiada, mas que não aceitou a proposta.
Para os advogados, de um modo geral, mesmo quando estiverem com os autos do inquérito nas mãos, o segredo de Justiça pode permanecer. A exemplo de Talzi, todos prometem ''não esconder nada da imprensa'', quando as informações estiverem liberadas. ''As escutas telefônicas, por exemplo, não foram todas abertas aos acusados, apenas aquelas relacionadas com o rol de perguntas feitas pela PF.''
Durante todo o dia de ontem, seis delegados da PF passaram debruçados sobre os 80 depoimentos colhidos. O trabalho no feriado foi necessário para cumprir o prazo das prisões temporária que vence hoje. A PF pode pedir mais cinco dias de prazo e, além disso, prisões preventivas, com prazos indeterminados. Depois da análise de todo o material, será possível definir quem será libertado ou continuará preso.


