Ex-deputado Edésio Passos morre aos 77 anos
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terça-feira, 09 de agosto de 2016
Mariana Franco Ramos - Reportagem Local 
Curitiba - Curitiba - O advogado e jornalista Edésio Franco Passos, de 77 anos, faleceu na manhã desta terça-feira (9), em Florianópolis (SC), vítima de uma parada cardíaca. Natural de Tomazina (Norte Pioneiro), ele foi deputado federal entre 1991 e 1994, além de um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Paraná. Também integrou a Ação Popular (AP), organização de resistência à ditadura civil-militar no Brasil. O velório acontece nesta quarta-feira (10), das 8 às 15 horas, na Sala Esmeralda da Capela Vaticano, na Rua Desembargador Hugo Simas, 26, em Curitiba. Em seguida, o corpo será levado ao crematório de Almirante Tamandaré, região metropolitana.
Desde 2005, Passos ocupava o cargo de diretor-administrativo da Itaipu Binacional, onde começou como conselheiro. Por mais de 50 anos, exerceu advocacia nos estados do Paraná e de Santa Catarina, assessorando e auxiliando inúmeras entidades sindicais. Segundo comunicado emitido pelo escritório que fundou, "Passos & Lunard - Defesa de Trabalhadores", vinha enfrentando problemas de saúde no último ano. Ele deixa a esposa, Cleoci, e quatro filhos: Ana Beatriz, André, Estevão e Valquíria. "O maestro morreu, mas não a sua obra. Edésio Passos deixou uma legião de seguidores, pessoas em busca de construir um mundo melhor a partir do seu legado", afirmou o diretor-geral brasileiro da usina, Jorge Samek.
O falecimento foi lembrado na sessão desta terça-feira (9) da Assembleia Legislativa (AL). Em discurso na tribuna da Casa, o deputado estadual Péricles de Mello (PT) disse que o correligionário foi "um lutador das causas sociais e um dos grandes intelectuais e lideranças do Paraná no século XX". Passos foi ainda diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (SindijorPR) na década de 1960. Era repórter do jornal "O Estado do Paraná" quando ocorreu a primeira greve da categoria no Estado. A paralisação durou três dias e atingiu praticamente todas as redações de Curitiba. Em nota, o SindijorPR lamentou profundamente a perda.
"O jornalista tem que entender de tudo, participar, estar vivo no processo. Eu não era redator. Eu era repórter. Tinha que estar na rua, vivendo com o povo, e isso foi extremamente importante", escreveu o advogado, no livro "Edésio Passos 50 anos de advocacia", lançado em 2012, como parte de um projeto biográfico.


