Ex-deputado e prefeito negam integrar esquema
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quarta-feira, 02 de agosto de 2006
Fábio Galão<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O ex-deputado federal Márcio Matos, ex-PTB, e Ivanir Ogliari (PMDB), prefeito de Coronel Vivida entre 2001 e 2004, disseram ontem que irão processar o empresário Luiz Antônio Trevisan Vedoin por ter afirmado que ambos participaram do esquema dos sanguessugas.
''Não integrei esquema algum. Eu conheço o Vedoin. Ele me procurou no meu gabinete em 2001. Disse que precisava de alguém para ser avalista em Curitiba e perguntou se eu tinha alguém para indicar. Mas eu não apontei ninguém. Eu fiz emendas para a saúde quando era deputado. Mas nunca fui atrás para saber de quem as prefeituras compraram (veículos). Se alguém comprou superfaturado, não sei de nada'', disse Matos.
Ogliari, que atualmente trabalha como chefe de fomento rodoviário de municípios na Secretaria de Estado dos Transportes, afirmou que durante sua gestão a Prefeitura de Coronel Vivida teria adquirido um ônibus com equipamentos médicos e odontológicos. A vencedora da licitação teria sido a Klass. ''Foi uma emenda do deputado Padre Roque (PT). Não me lembro do valor'', disse o ex-prefeito.
''A imprensa comentou que a Prefeitura de Coronel Vivida teria sido beneficiada com uma emenda feita pelo Íris Simões. Eu, sinceramente, não me lembro disso'', afirmou Ogliari. ''Assim que eu tiver acesso à documentação, vou entrar com medida judicial contra Vedoin''.
A Folha tentou novamente entrar em contato com o deputado federal Íris Simões ontem à tarde. Entretanto, no escritório do parlamentar em Curitiba um funcionário disse que Simões estaria viajando pelo interior do Paraná e que não seria possível falar com ele. A reportagem tentou contato com o gabinete do deputado em Brasília, para levantar informações sobre as pessoas ligadas ao parlamentar que foram citadas por Vedoin. Entretanto, ninguém atendeu as ligações.
No gabinete do deputado federal Lino Rossi (PP-MT), uma funcionária informou que a assessora Isabel Carneiro não trabalha no local ''há vários meses''. A Folha não conseguiu localizar os ex-deputados Basílio Villani e Santos Filho. Luiz Gustavo Magalhães e João Guilherme Ribas Martins (PMDB), prefeito de Piraquara entre 2001 e 2004, também não foram encontrados.


