Curitiba - Tony Garcia e os advogados Antonio Figueiredo Basto e João Ricardo Képes Noronha rebateram as acusações feitas pelo advogado Roberto Bertholdo, afirmando que ele estaria tentando reverter a situação. ‘‘Ele está no meio de um furacão, desconhece as provas produzidas contra ele e, em uma tentativa desesperada, tenta acusar os outros para tirar o foco de cima dele’’, afirmou Noronha.
  Segundo os advogados, entre as provas das acusações contra Bertholdo estão fitas de audio, fitas de imagens, laudo de lesões corporais feitas pelo ex-sócio dele, Sérgio Costa, que o acusa de tortura, depoimentos de pessoas lesadas por ele, perícias e material apreendido em seu escritório no momento da prisão.
  Basto acusa Bertholdo, ainda, de estar envolvido ‘‘com uma cafetina de luxo’’, com objetivo de realizar festas para autoridades. De acordo com Noronha, Bertholdo cobrava quantias vultuosas de seus clientes com promessas de que conseguiria decisões favoráveis na justiça, ‘‘Várias pessoas se queixaram.
  ‘‘Ele é o maior extorsionário da história da advocacia do Paranᒒ, disse Figueiredo Basto, que acusa Bertholdo de estar montando um esquema, junto com Sérgio Rodrigues, para que aparecessem nas contas de telefones de juízes, pedidos de dinheiro em troca de favores.
  ‘‘Não existe nenhum esquema com a 2ªVara Federal e a Força Tarefa’’, afirmou Tony Garcia, dizendo-se surpreso com as acusações feitas por Bertholdo. De acordo com Garcia, a tentativa de extorsão partiu de Bertholdo.
  Segundo Garcia, Bertholdo foi seu advogado entre 2002 a 2004, ano em que foi preso. ‘‘Eu fui preso porque estaria obstruindo a justiça, em um processo que ele (Bertholdo) estava cuidando’’, afirmou. De acordo com Garcia, ele pagou R$ 600 mil a Bertholdo em 2002, a título de honorários advocatícios. ‘‘Eu tenho o extrato do cheque. O dinheiro foi depositado na conta de uma empresa dele, a Antecipa, em uma conta que ele mesmo me indicou. Acho estranho que três anos depois ele diga que era caixa dois da minha campanha eleitoral’’, afirmou.
  Segundo Basto, as acusações de Bertholdo não passam de ‘‘mentira’’. ‘‘Nós nunca fomos pedir nada para ele. Ele é meu inimigo pessoal’’, afirmou. Sobre as acusações feitas ao doleiro Alberto Youssef, Basto o defendeu afirmando que Youssef nunca prestou depoimento contra Bertholdo. Balcão de negócios é o escritório dele e não o meu’’, finalizou Basto, dizendo que espera que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) puna o advogado Bertholdo ‘‘com extermo rigor’’.
  A Justiça Federal informou, por meio da assessoria de imprensa, que não vai se manifestar a respeito das declarações de Bertholdo. O juiz federal substituto da 2º Vara Criminal de Curitiba, Gueverson Farias, determinou que o processo corre em segredo de justiça.

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