São Paulo - A Polícia Federal suspeita que o ex-presidente da Assembléia do Espírito Santo José Carlos Gratz tinha planos para se instalar em alguma fazenda do interior de São Paulo ou mesmo numa residência da capital paulista até esgotar recursos legais à Justiça para tentar derrubar a decretação de sua prisão preventiva. Agentes federais que estavam monitorando os passos do ex-deputado, acusado de comprar votos de colegas para se reeleger à presidência da Casa, acreditam que, se não tivesse êxito na apelação ao Judiciário, Gratz pretendia sair do País, provavelmente de carro. Desde que sua captura foi ordenada pelo Tribunal Regional Federal da 2 Região, Gratz vinha se movimentando a bordo de um carro com placas de Curitiba (AKO-7809), que alugou.
O cerco a Gratz foi intensificado na madrugada de ontem, por determinação do delegado Francisco Baltazar da Silva, superintendente regional da PF em São Paulo. Baltazar ordenou às delegacias federais no Estado que mantivessem efetivos em estado de alerta, depois de ter recebido a informação de que o ex-parlamentar havia chegado a Uberaba (MG), na divisa com a região de Ribeirão Preto.
Desarmado - Antes de chegar a Uberaba, Gratz passou por Brasília, onde reuniu-se com advogados para discutir a estratégia contra a expedição de ordem de prisão contra ele. Na cidade mineira, já na noite de quinta-feira, hospedou-se em um hotel. Ontem de manhã, o foragido retomou a viagem, acompanhado do ex-deputado Luiz Carlos Moreira, que dirigia o Siena bege alugado. Gratz alegou ''não ter condições de saúde'' para dirigir em estrada.

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