Ex-delegado tem direito à defesa, diz governador
Leandro Donatti
De Curitiba
O governador Jaime Lerner (PFL) disse ontem em Curitiba que prefere não comentar as acusações feitas pelo ex-delegado geral João Ricardo Képes Noronha, de que a CPI nacional do narcotráfico foi armada para desmoralizar o governo do Paraná. Não cabe ao governo analisar se a CPI tem esse ou aquele objetivo. Temos de averiguar a veracidade dos problemas denunciados, que são de anseio da população. Foi isso o que nós fizemos. O que cabia ao governo, já foi feito. Não quero polemizar, declarou.
Lerner foi econômico ao falar sobre o caso Noronha. O governador repassou mais uma vez a responsabilidade para o secretário da Segurança, José Tavares, comentar o assunto. O ex-delegado geral conseguiu a revogação de sua prisão junto ao Poder Judiciário, anteontem, quando saiu de seu esconderijo para se pronunciar. Ele (Noronha) tem o direito de apresentar a sua defesa, disse o governador, por volta das 17 horas, no Palácio Iguaçu, minutos depois de receber o relatório final da comissão especial de sindicância criada pelo governo para punir administrativamente os policiais envolvidos com o narcotráfico e crime organizado.
Para o governador, não há mais o que fazer com relação a Ricardo Noronha. Existem dois processos contra o ex-delegado, um administrativo e outro correndo na Justiça. Nós o afastamos. Ele (Noronha) não se apresentou à CPI e nós o exoneramos da função, relembrou. Lerner disse que aguarda o desfecho do processo disciplinar para definir se Ricardo Noronha permanece ou não na corporação.





