Ex-delegado nega que está foragido Maigue Gueths De Curitiba O ex-delegado do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) Mário Ramos, afastado do cargo depois que seu nome foi citado em depoimentos da CPI do Narcotráfico, negou, na última terça-feira, enquanto jantava no Bar Palácio, no centro de Curitiba, que esteja foragido da polícia. ‘‘Eu não tenho nenhum mandado de prisão contra mim. Por que eu iria me esconder? Quem quiser falar comigo é só ligar lá no Cope, onde estou o dia todo’’, disse. A reportagem da Folha, entretanto, tem procurado o delegado insistentemente sem conseguir encontrá-lo. Na terça-feira, Ramos foi visto em público pelo menos duas vezes: de manhã, saindo do escritório do advogado Luiz Alberto Machado, que também está trabalhando na defesa do ex-delegado geral da Polícia João Ricardo Képes Noronha. Por volta da meia-noite foi jantar no Bar Palácio, em companhia do delegado Jairo Estorilho e de outra pessoa não identificada. A ‘caça’ ao ex-delegado começou no dia 1º de março, quando o presidente da CPI, Magno Malta (PTB-ES), anunciou a prisão temporária de Mário Ramos, determinada pela Justiça. A exemplo do depoimento de outros policiais citados pela CPI, o ex-delegado ressaltou a qualidade do seu trabalho em 26 anos de carreira como policial e desqualificou as testemunhas envolvidas. ‘‘Se eles ouvirem dez pessoas dizendo que vão reduzir a pena deles para que dêem seu testemunho, eles vão dizer até que eu matei Jesus Cristo e me condenar à prisão perpétua’’, disse. Para ele, é um absurdo que pessoas presas e condenadas, em três dias de CPI desprezem seu trabalho como policial e o julguem como um narcotraficante. Ramos não tem dúvidas de que a CPI ‘‘foi um circo’’, montado para atender interesses nacionais ‘‘por holofotes e promoções’’, interesses estaduais com vistas às eleições e da polícia, que tem dissidêncais e problemas internos.

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