Curitiba - A defesa do delegado aposentado Mário Ramos detido na sexta-feira em Curitiba suspeito de duplo homicídio vai pedir a revogação da prisão nesta semana. Segundo o advogado Antonio Figueiredo Basto, Ramos alega inocência. Figueiredo Basto vai até Iguape, interior de São Paulo, para pedir a soltura do ex-delegado do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) ao juiz Paolo Peligrini Junior da 2 Vara Criminal do município, que expediu o mandado de prisão temporária.
''A prisão foi uma notória confusão'', sugere o advogado. De acordo com ele, Mário Ramos nunca esteve em Iguape e ficou surpreso com a acusação.
Segundo o delegado geral da Polícia Civil do Paraná, Jorge Azôr Pinto, no mandado de prisão havia a acusação de que o Ramos teria assassinado um caseiro de uma chácara dele na região de Curitiba e levado o corpo para Iguape. Um rapaz que estava pescando no local teria presenciado a cena e foi morto com dois tiros na cabeça. Ramos foi transferido para o Presídio Especial da Polícia Civil, em São Paulo (SP). A Corregedoria da Polícia Civil do Paraná também deve investigar o caso.
Em 2000, Mário Ramos foi acusado, na CPI Nacional do Narcoráfico, de fazer vistas grossas a um esquema de drogas e desmanche de carros instalado na Polícia Civil do Paraná.

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