O ex-delegado operacional da 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa, Cássio Dênis Wzorek, citado na lista da CPI do Narcotráfico, disse que já tomou providências há vários meses. ‘‘Estou processando o deputado Roque Zimmermann (PT) e todos os demais integrantes da CPI por calúnia, difamação e danos morais’’. Ele alega que a CPI lançou seu nome na imprensa sem averiguar a veracidade dos fatos, ‘‘de forma incompetente’’.
Cássio, que trabalha na delegacia de Pitanga, acredita que o Ministério Público vai fazer justiça porque conta com pessoas qualificadas para fazer a investigação. Ele afirma não ter qualquer tipo de envolvimento com as acusações feitas. Os pais dele, Emílio e Iracilda Wzorek, também estão na lista, mas não quiseram se pronunciar. O advogado da família, Fernando Madureira, disse que não existe nenhuma prova contra qualquer um deles.
Almir Troiner, que exercia a função de superintendente na 13ª SDP, está agora lotado como investigador em São Mateus do Sul. Ele também diz que acredita na Justiça.
O único empresário de Ponta Grossa a se manifestar foi Miguel Renato Rodrigues Mendes, sócio-gerente da Transavião Transporte Rodoviários e Cargas Ltda. Ele disse ter ficado surpreso porque nunca tinha sido citado, nem pela CPI da Câmara, nem pela municipal, que também investigou o tráfico e o crime organizado.
‘‘Moro em Ponta Grossa há 25 anos e tenho a minha empresa há dez anos. Até hoje, nunca me envolvi com nenhum problema desses’’, defende-se. ‘‘Vou esperar ser citado para providenciar minha defesa’’, afirmou. A mulher dele, Eliane Biagini, também está na lista, mas preferiu não falar.
Outros empresários não quiseram falar. Mário Nami Filho disse apenas que está tomando as providências cabíveis. Lúcio e Tércio Miranda e também Sandra Mara Salum não deram retorno às ligações.

mockup