O assessor de imprensa da Secretaria Estadual de Obras, Naym Libos, foi condenado pela Justiça Federal de Londrina a três anos de reclusão e pagamento de 40 dias de multa diária, por crime de concussão (quando o funcionário público usa o cargo para exigir vantagem). A pena poderá ser substituída por multa e prestação de serviços à comunidade.

A sentença foi proferida em 10 de abril pelo juiz substituto na Vara Criminal, Márcio Augusto Nascimento. A denúncia do MPF é de 1991, quando Naym era delegado regional da extinta Sunab. Foi condenado pelo mesmo crime Ozias Farias Campos, servidor municipal que era fiscal da Sunab.

Segundo o MPF, em 14 de junho de 91, Campos foi ao Instituto Paranaense de Patologia Clínica (Biopar), em Londrina, pedir explicações sobre aumentos supostamente irregulares na cobrança de exames laboratoriais. Quatro dias depois diz o MPF ele retornou, ouviu explicações do representante da empresa, José Luiz Pascual Filho, e multou a Biopar.

Nove dias depois, Pascual teria procurado Naym para esclarecer a situação. Mas o delegado disse que o empresário teria de pagar ao fiscal para o cancelamento da infração aponta o MPF. Em 28 de junho, Campos foi preso na sede da Biopar pela Polícia Federal ''no momento em que recebia um cheque de Cr$ 100 mil (cruzeiros) exigido por ele e por seu chefe, Naym, para anular o auto de infração'', acusa o MPF.

A PF constatou que Campos também teria aplicado o mesmo golpe contra um supermercado, tendo pedido Cr$ 20 mil. Ele também teria pedido Cr$ 300 mil para não autuar uma loja de peças, porém o proprietário não aceitou e procurou a polícia. ''Está comprovado que Ozias (Campos), por três vezes, exigiu para si vantagem indevida de comerciantes de Londrina. Sua conduta contou com o concurso de Naym Libos'', afirma o MPF.

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