A defesa do ex-delegado da Receita Estadual de Londrina Marcelo Müller Melle protocolou ontem no Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná pedido de habeas corpus (HC). Ele está preso desde segunda-feira, por determinação do juiz da 3ª Vara Criminal, Juliano Nanuncio, que acatou pedido do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Londrina. Melle é acusado de integrar a organização criminosa que cobrava propina de empresários para facilitar a sonegação fiscal. O auditor, que ocupou o cargo entre fevereiro e agosto, está preso em Cornélio Procópio, onde reside.
O HC foi impetrado pelo advogado Mário Francisco Barbosa, de Londrina, e distribuído ao juiz substituto em segundo grau Marcio José Tokars, o mesmo que concedeu liberdade a outro investigado na Operação Publicano, o empresário Luiz Abi Antoun, parente distante do governador Beto Richa (PSDB), que também responde por fraude na contratação de sua oficina mecânica pelo governo do Estado.
Porém, Tokars, em despacho publicado ontem, informou que o desembargador competente para a Publicano é Laertes Ferreira Gomes, que tem negado sistematicamente liberdade aos auditores investigados. (L.C.)

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