Ex-delegado caiu por conta de denúncias
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quinta-feira, 12 de abril de 2001
De Curitiba 
O ex-delegado do Trabalho no Paraná e ex-deputado federal João Iensen assumiu a DRT em fevereiro de 1999, indicado pela cúpula do PPB. Ele saiu em julho do ano passado, por conta de denúncias de nepotismo e superfaturamento de imóvel. Foi substituído interinamente pelo auditor fiscal do Ministério do Trabalho Antônio Wellington Cavalcante de Souza.
A gestão de João Iensen foi alvo de sindicância para apuração de denúncias. Para investigar o caso, o ministro Francisco Dornelles nomeou Sadi Assis Ribeiro Filho. O interventor elaborou um dossiê em que confirmou denúncias feitas pelo deputado federal Doutor Rosinha (PT). Iensen foi acusado de superfaturar aluguel de imóvel locado pela DRT e de empregar parentes.
Iensen assumiu a DRT numa acomodação articulada junto ao Ministério do Trabalho pela direção do PPB-PR em fevereiro de 99. O partido conseguiu acomodar também a deputada estadual Irondi Pugliesi, mulher do deputado estadual Waldyr Pugliesi (PMDB). Tanto Irondi quanto Iensen haviam sido derrotados nas últimas eleições. Irondi passou a ocupar a presidência da Fundação Jorge Duprat (Fundacentro).
Iensen recebeu menos votos em outubro de 98 (33.566), mas ficou com o cargo mais cobiçado. Irondi ficou na primeira suplência, com 45.170 votos. Fontes da própria DRT avaliam que a delegacia serviu como cabide de emprego para políticos. Foram diversas trocas de comando nos últimos dois anos na delegacia. (M.D.)


