A ex-coordenadora do Provopar, Cristina Barros, ajuizou quatro ações ontem contra o município e o auditor da prefeitura, Osvaldo Alves de Lima, por causa do relatório sobre as irregularidades no órgao que ela dirigia. O advogado de Cristina, Roberto Mello Severo, disse que houve uma acusação dissimulada de que a ex-coordenação do Provopar tenha desviado recursos. ‘‘Houve a prova de desvio de verba por uma pessoa, mas não quer dizer que a coordenação do Provopar esteja envolvida’’, afirmou.
Segundo o advogado, houve um ‘‘erro grosseiro do auditor’’ que, no seu entender, considerou a ausência de prestação de contas pela ex-coordenação uma irregularidade, quando o Provopar prestava contas para as entidades colaboradoras. ‘‘Você ter como desvio de verba a ausência de prestação de contas é absurdo primário, inconsequente e antiético’’ - completou.
Uma das ações pede a produção antecipada de provas contra o município, o auditor e o Provopar, requisitando perícia judicial com o propósito de mostrar a inexistência de desvios pela coordenação do órgão. Em outra, é requisitada uma interpelação judicial para que o município e o auditor se retratem publicamente ou ratifiquem as acusações, com o objetivo de propor futuramente uma ação de indenização.
Osvaldo Lima disse não estar preocupado com as ações e afirmou que em nenhum momento acusou Cristina Barros. ‘‘Ele (Severo) nem sabe o que está escrito no parecer’’ - retrucou. Segundo Lima, caso o advogado lesse o relatório ‘‘não iria perder tempo com a Justiça’’. ‘‘Na casa de rico o culpado é o mordomo, como nesse caso não existe o mordomo, querem que o culpado seja o auditor’’ - declarou.

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