Ex-coordenadora do Provopar admite desvios na entidade
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sábado, 22 de dezembro de 2001
Cristiane Oya<br>De Londrina 
A ex-cordenadora do Programa do Voluntariado Paranaense (Provopar) de Londrina Cristina Barros reconheceu ontem que recursos foram desviados da entidade durante a sua gestão (1997 a 2000). Ela negou, no entanto, que tenha participado das irregularidades. ''Todo recurso público que eu recebi eu presto conta e ele fica zerado'', afirmou ontem, durante entrevista coletiva.
Segundo a verificação feita pelo auditor do município, Osvaldo Alves de Lima, cerca de R$ 700 mil teriam sido desviados do Provopar. O Ministério Público (MP) também investiga o caso.
Munida de cópias de cheques, notas e comprovantes de depósitos bancários, a ex-coordenadora do Provopar atribuiu as irregularidades ocorridas dentro da instituição à ex-gerente administrativo-financeir Maria Cristina Campos, exonerada do cargo no primeiro semestre do ano.
Cristina Barros rebateu, ponto a ponto, o depoimento da ex-gerente, prestado ao MP em março deste ano. No depoimento, tornado público no dia 20 de novembro, a funcionária relatou diversos pagamentos que ela teria feito pelo Provopar a pedido de Cristina, sendo ressarcida posteriomente com depósitos de cheques nominais nas suas duas contas bancárias. ''Eu nunca pediria a funcionário nenhum fazer pagamentos para o Provopar. E como uma pessoa que recebe mil e poucos reais poderia dispor de até R$ 16 mil na conta corrente?'', questionou a ex-coordenadora do Provopar.
Cristina sugeriu que notas fiscais teriam sido fraudadas e reutilizadas para justificar pagamentos duplicados, que eram posteriormente depositados, com cheques nominais, na conta conjunta de Maria Cristina Campos e de seu marido, Odair Barbaresco.
A ex-coordenadora do Provopar admitiu que ''talvez'' tenha errado ao ''confiar nas pessoas (funcionários)''. ''Será que o erro será confiar nas pessoas? Eu confiei em pessoas que estavam lá há onze anos. Agora quebrando sigilos bancários vai se resolver a situação.''
Cristina ainda negou informações de uma auditoria do MP, que aponta que o deputado estadual Antônio Carlos Belinati (PSL) recebeu 720 cobertores, em julho de 1999, após o repasse ao Provopar de R$ 3,6 mil da verba de assistência social da Assembléia. Segundo Cristina, a ''devolução'' teria sido apontada nos documentos do Provopar por má-fé de Maria Cristina.


