Ontem as promotoras tomaram o depoimento de Maria Fernanda Pinto Coelho, citada no depoimento de Silvia Sitta como uma das autoras e coordenadoras do projeto Circuito 2003 - Rede da Cidadania.
Em seu depoimento Maria Fernanda diz que ''foi convidada no início de 2002 por Luciano Bittencourt, que exercia na época o cargo de coordenador da Rede da Cidadania, para prestar serviços em um projeto proposto por José Cláudio Rodrigues''. No depoimento de Silvia, ela diz que Bittencourt teria sugerido o seu nome para assinar o projeto. Hoje a Rede da Cidadania é coordenada por Valdir Grandini Alvarez. Bittencourt atualmente é assessor de imprensa da Prefeitura de Londrina.
De acordo com Maria Fernanda, o projeto executou de ''cinco a seis festas populares em bairros da cidade'', utilizando a lona para apresentação de artistas locais. Segundo Silvia, ao final do projeto, teria sido solicitada a devolução de cerca de R$ 6 mil, que teriam sobrado na conta bancária do Circuito 2003.
Bittencourt admitiu que sugeriu informalmente a José Cláudio o nome de Silvia para assinar o projeto. ''Eu sugeri informalmente, mas quem convidou e apresentou o projeto para ela foi o José Cláudio. As pessoas do grupo do José Cláudio e da Maria Fernanda não podiam apresentar o projeto porque já tinham projetos, mas a Silvia era um nome porque já tinha trabalhado no projeto em 2002 e tinha conhecimento profundo'', justificou.
O ex-coordenador da Rede da Cidadania classificou como um ''ato de irresponsabilidade'' se Silvia assinou o projeto sem ser a real proponente. ''Ela aceitou assinar o projeto. Foi apresentado e ela assinou o projeto folha a folha. Ela assumiu o projeto, ao contrário ela estaria cometendo um ato de irresponsabilidade'', comentou.
Sobre as declarações de Silvia de que os projetos da Rede da Cidadania seriam de autoria da própria Secretaria de Cultura, Bittencourt, disse ser uma ''confusão''. ''É uma confusão dela. Os projetos estratégicos são de iniciativa das pessoas.''
Bittencourt negou irregularidades no projeto, que teria passado por adequações. ''Não tem nada de anormal. A coordenação da Rede tem a responsabilidade de fazer o gerenciamento de todo programa, corrigir rumos do projeto, e foram feitas adaptações, mas dentro da normalidade'', assegurou.
O atual coordenador da Rede da Cidadania esclareceu que, após Silvia anunciar a desistência do projeto, foi elaborado um relatório em que teriam sido apontadas as condições impostas pela proponente para a continuidade dele e as suas condições. ''Disse a ela que precisávamos entrar em um consenso sobre os rumos do projeto. Como não foi possível, disse à ela que teríamos que fazer a desistência do projeto. Nesta ocasião assumi a responsabilidade de colocar no relatório do desenvolvimento do projeto e fiz constar na carta que encaminhei para Silvia as condições da rede e as que ela colocava. Não foi para que ela assinasse, foi para que lesse e se manifestasse'', afirmou Alvarez.
Maria Fernanda e José Cláudio não foram localizados para comentar as denúncias.

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