Quatro integrantes do primeiro escalão do prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), terão que devolver à Sercomtel R$ 66,4 mil de forma parcelada. O valor é referente à soma dos salários recebidos por eles durante o tempo em que acumularam o cargo de conselheiros da telefônica. As parcelas serão corrigidas pelo INPC. A devolução foi cobrada pelo Ministério Público (MP) do Paraná há dois meses, depois de apontar a ilegalidade da situação.
Quem mais deve à empresa londrinense é o vice-prefeito, Guto Bellusci (PSD), que deverá devolver, em 15 vezes, R$ 42 mil. Depois dele, o secretário de Governo, Paulo Arcoverde, deverá devolver R$ 9,2 mil, em seis meses. O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), José Carlos Bruno de Oliveira, nomeado essa semana (quando conselheiro, ele acumulava o cargo de assessor de gabinete de Kireeff), vai devolver R$ 8,3 mil, em quatro vezes. O então assessor de gabinete do Executivo, Gustavo Lessa, devolverá R$ 6,6 mil em quatro parcelas.
Os ex-conselheiros assinaram ontem uma confissão de dívida junto à Sercomtel e poderão pagar o débito em parcelas, que não ultrapassem o número de meses que permaneceram nos Conselhos de Administração e Fiscal.
De acordo com o diretor administrativo-financeiro da telefônica, Claudemir Molina, "os parâmetros para a devolução foram definidos pela empresa". Ele informou que, caso não recolham mensalmente as parcelas no caixa da Sercomtel, os ex-conselheiros podem ser cobrados judicialmente. "Mas acho que não haverá problema quanto a isso, pois não vejo má-fé no que aconteceu, talvez desconhecimento."
Inicialmente, a administração considerava legal o acúmulo, mas, no começo de maio, o Tribunal de Justiça (TJ) considerou ilegal a condição da servidora Cristiane Hasegawa, na gestão do ex-prefeito Barbosa Neto (PDT), que mantinha função comissionada e recebia também como presidente do Conselho de Administração da Sercomtel.

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