Em maio desde ano, a CPI Nacional das Drogas enviou a Foz os deputados Padre Roque, Elcione Ramalho, Pompeo de Mattos e Nilton Baiano. Durante dois dias eles ouviram 11 convocados e outros seis citados durante os depoimentos. Apesar de investigar o tráfico de drogas, apenas o ex-chefe da cadeia pública de Foz, Wanderlei Batista de Oliveira, foi preso, acusado de desvio de verbas.
O depoimento mais importante foi do ex-investigador do Grupo Tigre da PC de Curitiba, Paulo Roberto de Oliveira. As denúncias feitas à CPI envolveram nomes conhecidos (deputado Aníbal Khury e do ex-delegado-geral da Polícia Civil do Paraná, Ricardo Noronha) e o ex-delegado chefe da Polícia Civil de Foz do Iguaçu, Luis Carlos de Oliveira. Elas apontavam distribuição de propinas de delagacias, lavagem de dinheiro, roubo de carros e assassinatos.
Sobre os resultados da CPI na Fronteira, os relatores divergiram em suas opiniões. ‘‘Não fiquei satisfeito com o resultado dos trabalhos. Queríamos novas informações sobre o narcotráfico, mas não conseguimos avançar’’, comentou Roque na época. Já Mattos viu avanços nas investigações e apontou a criação de duas CPIs que envolverão diretamente Foz do Iguaçu: uma do roubo de carro e outra da lavagem de dinheiro. ‘‘Ambas estão intrinsicamente ligadas ao esquema do narcotráfico na fronteira.’’ (E.D.)

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