Mais três ex-assessores do vereador Joel Garcia (PDT) compareceram esta semana ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) no inquérito que apura crime de falso testemunho durante as investigações sobre a suposta assessora ''fantasma'' do pedetista. Gian Carla Gracioso Bento e Ismael Soares Ferreira, que seriam ouvidos ontem pelo delegado do Gaeco, Alan Flore, permaneceram em silêncio. Já Rodrigo Pavanelli, que esteve anteontem no local, confirmou a versão já prestada ao próprio delegado e ao juízo da 2 Vara Criminal de Londrina, no final de março.
O inquérito havia sido instaurado por Flore em janeiro, depois que Gian Carla foi presa em flagrante porque teria prestado informações falsas sobre a suposta fantasma Maria Angélica Alves Madeira. Os demais assessores, que também haviam deposto, acabaram indiciados por falso testemunho. Na semana passada, o Gaeco apresentou a retratação feita pelo ex-assessor de Joel José Dutra na qual ele afirmara que os então assessores teriam sido orientados pela defesa do parlamentar - que nega a acusação - a combinar a versão de que Angélica daria expediente normalmente. A partir desse novo depoimento de Dutra, Flore passou a investigar também eventual crime de falsidade ideológica.
''Os dois assessores não quiseram se manifestar; a falsidade ideológica continua sendo investigada'', resumiu Flore.
Já o advogado de Pavanelli, Gérson da Silva, afirmou que o cliente - que em julho de 2009 entrou na vaga da suposta ''fantasma'' e pediu demissão em maio passado - ''ratificou integralmente a versão dele ao Gaeco e à Justiça''. ''O Rodrigo não presenciou nada dessa questão investigada: não trabalhou à época dos fatos e sequer foi forçado a mentir. A única reunião que ele participou foi uma vez que (Joel) reuniu os assessores do gabinete para apresentar a versão dele às acusações (do prefeito Barbosa Neto) de que teria tentado fraudar a licitação da merenda'', resumiu.

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