Ex-assessor e fiscais apresentam versões diferentes
Rodrigo Silveirinha Corrêa e os outros três fiscais da Receita Estadual acusados de corrupção e remessa ilegal de dinheiro para o exterior apresentaram à Justiça da Suíça duas versões diferentes sobre a origem do dinheiro que tinham nas contas estrangeiras, mas nenhuma delas foi aceita e, por isso, a Promotoria suíça decidiu pedir providências às autoridades brasileiras. Inicialmente, os investigados disseram que o dinheiro era fruto de transações imobiliárias. A Justiça pediu comprovantes, que não foram apresentados.
Os fiscais disseram, numa segunda versão, que tinham prestado consultorias para grandes empresas na área de fiscalização tributária e que, por esse trabalho, receberam em espécie. Foram cobrados para apresentarem comprovantes e disseram que não houve emissão de recibo. ''Foi então que se abriu um procedimento de investigação na Suíça. Há uma preocupação muito grande lá com grandes depósitos vindos de países do Terceiro Mundo por causa das redes de narcotráfico. Nesse caso, ao abrir a conta, os fiscais preencheram cadastros e informaram que eram funcionários públicos. Houve uma desconfiança de como esses servidores poderiam movimentar quantias tão altas. Mas as versões não convenceram'', explicou um dos envolvidos na investigação feita no Brasil.
Os funcionários acusados não apareceram para trabalhar nos últimos dias.





