Evento discute redução de custos nas eleições
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 10 de novembro de 2005
Equipe da Folha 
Curitiba - A troca de experiências e a unificação dos funcionários de informática da Justiça Eleitoral poderão ser os caminhos para a redução de custos e a melhoria dos trabalhos de votação e apuração de votos no Brasil. O assunto é tema de debate em Curitiba entre representantes dos tribunais regionais eleitorais brasileiros no 5º Seminário de Informática da Justiça Eleitoral (Sinje). De acordo com o diretor-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Athayde Fontoura Filho, a economia anual com uma nova formatação da área poderia chegar a R$ 32 milhões.
Para isto, bastaria acabar com os contratos de empresas terceirizadas de informática em todos os estados brasileiros e investir nos mais de mil servidores contratados através de concurso público. Para dispensar as terceirizadas seria necessário, segundo ele, um período de transição que deverá durar cerca de dois anos.
Para o diretor-geral do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR), Ivan Gradowski, a urna eletrônica ainda é o grande marco no avanço da informática em processos eleitorais. ''Temos ainda hoje um instrumento que é modelo mundial. Um instrumento robusto, extremamente confiável e barato'', considerou.
O presidente do TRE-PR, Ulysses Lopes, analisou que dois pontos devem sair do seminário: a racionalização dos serviços eleitorais e a tentativa de se baratear custos.


