Eurico Miranda nas mãos da Câmara
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terça-feira, 28 de maio de 2002
Das agências 
Brasília - O corregedor-geral da Câmara, deputado Barbosa Neto (PMDB-GO), encaminha hoje à Mesa Diretora da Casa o pedido de cassação do mandato do deputado Eurico Miranda (PPB-RJ), sob a acusação de quebra de decoro parlamentar. Caso a Mesa acate a denúncia do corregedor, o inquérito será encaminhado ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, a quem cabe decidir se será aberto ou não processo contra o parlamentar.
Eurico Miranda é acusado de desviar cerca de R$ 476 mil do Vasco da Gama, clube do qual é presidente, para a sua campanha eleitoral, e de evasão fiscal.
O inquérito foi aberto na Corregedoria a pedido da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) de Futebol do Senado. Contra o deputado há ainda uma queixa do senador Álvaro Dias (PDT-PR), que presidiu a CPI, a quem Eurico Miranda dirigiu palavras ofensivas durante os trabalhos de investigação.
Ainda contra Eurico existem processos no Supremo Tribunal Federal (STF), que poderão ser julgados sem a necessidade de licença prévia da Câmara, por tratarem de crimes comuns.
Um deles é o que foi aberto pelo ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (PSB), que responsabiliza o deputado pela superlotação do Estádio de São Januário durante a partida final entre o Vasco e o São Caetano, pelo Campeonato Brasileiro de 2000.
Por causa da superlotação, o alambrado do estádio rompeu e dezenas de torcedores desabaram no gramado.
Previdência - Barbosa Neto informou que aguarda algum tipo de denúncia contra a deputada Laura Carneiro (PFL-RJ), para abrir o processo de investigação de seu envolvimento no desvio de verbas da Previdência para a sua campanha eleitoral.
As acusações contra Laura Carneiro estão sendo feitas por Luiz Etério Teixeira Ventura, ex-marido da deputada.
No Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Sydney Sanches, pediu hoje ao procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, que opine sobre o inquérito que investiga se a deputada Laura Carneiro esteve envolvida em irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A 5ª Vara da Justiça Federal no Rio havia recebido uma denúncia criminal do Ministério Público contra ex-funcionários do INSS e a encaminhou para o STF por envolver a deputada. Somente o Supremo pode processar e julgar deputados federais acusados de prática de crime.


