Euclides Scalco quer retornar a Itaipu
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quinta-feira, 08 de outubro de 1998
Carmem Murara 
O coordenador de campanha do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Euclides Scalco, negou ontem, em Curitiba, que tenha sido convidado para atuar como articulador político do governo federal, em Brasília. Ele afirmou que espera retornar à direção brasileira da usina binacional hidrelétrica de Itaipu, cargo que ocupava até ser exonerado para coordenar a campanha presidencial. Scalco só aguarda uma definição do presidente reeleito para definir o rumo que vai tomar.
A formação da equipe de governo cabe apenas ao presidente da República e até agora eu não recebi nenhum convite (para Ministério). Minha missão como coordenador da campanha já foi cumprida, afirmou. O nome de Scalco tem sido um dos mais cogitados em Brasília para assumir um ministério que controlaria os assuntos políticos relacionados à presidência da República.
Scalco é visto como uma pessoa com trânsito livre tanto entre os deputados federais e senadores aliados ao governo, quanto os da oposição. Ele teria a função de agilizar a votação das reformas tributária e administrativa, que serão colocadas em pauta assim que o Congresso retomar o trabalho. A idéia do governo e da equipe econômica é aproveitar o período entre outubro e meados de fevereiro do próximo ano, quando há renovação na Câmara dos Deputados e Senado, para a aprovação das matérias constitucionais.
O coordenador da campanha de Fernando Henrique afirmou ainda que não pretende participar do segundo turno da eleição, nos Estados onde o processo eleitoral ainda não terminou. O meu compromisso era com a campanha federal e esta já acabou, afirmou Scalco. Mas ele admite que se for convidado para ajudar na campanha do candidato à reeleição ao governo de São Paulo, Mário Covas (PSDB) poderá mudar de idéia por uma questão de amizade.
Scalco participou ontem em Curitiba de um seminário que discutiu as pequenas empresas no âmbito do Mercosul, e disse que quanto à atuação do presidente no segundo turno, FHC não poderia fazer campanha aberta para ninguém. O presidente não pode subir em palanque de jeito nenhum. Em 94, ele pôde porque era presidente eleito.


