WashingtonO Governo dos EUA insistiu novamente em que fará tudo o que seja necessário para assegurar que nem este país nem seus amigos ou aliados tenham que enfrentar uma ameaça nuclear do regime iraquiano presidido por Saddam Hussein.
O vice-presidente de EUA, Richard Cheney, participou de vários programas da televisão no domingo e aproveitou para tentar obter apoio ante um eventual ataque contra o Iraque. Como prova do que Sadam é capaz, Cheney lembrou que em 1988 o governante iraquiano ‘‘utilizou armas químicas contra os curdos no norte do Iraque’’. Citando um relatório da influente revista New Yorker, Cheney disse que em um período de 17 meses, o Governo do Iraque atacou cerca de 200 povoados curdos e ocasionou a morte de cerca de 100.000 pessoas.
Para cimentar o clima de hostilidade contra o Iraque, Cheney acrescentou que esses ataques deixaram um ‘‘deprimente’’ legado de infertilidade, defeitos congênitos e índices de câncer de fígado entre menores de idade.
‘‘Isto demonstra de maneira conclusiva o que muitos de nós dissemos: este é um homem que representa um grande perigo para essa região do mundo, especialmente se é capaz de obter armas nucleares’’, sublinhou o vice-presidente.
Cheney disse que, durante sua recente viagem de dez dias por 12 países do Oriente Médio, os dirigentes de países árabes lhe confiaram sua ‘‘profunda preocupação’’ ante o Iraque e assinalou que buscam juntos uma solução para o problema.
ConsultasA segunda rodada de consultas entre a ONU e o Iraque será realizada nos dias 18 e 19 de abril, ocasião em que o secretário-geral, Kofi Annan, espera abordar de forma substancial o tema do retorno dos inspetores de armamento a Bagdá, assinalou ontem um porta-voz da organização.
O secretário-geral se reunirá com o ministro de Relações Exteriores do Iraque, Nayi Sabri, para retomar as conversações que iniciaram em um encontro anterior no início de março, que ambas as partes consideraram ‘‘úteis e positivas’’, mas em que não se chegou a um acordo concreto.
‘‘O secretário-geral está atuando como intermediário entre o Conselho de Segurança e o Iraque’’, manifestou o porta-voz de Annan.

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