Mar del Plata - Os sinais dos EUA de interesse numa relação mais profícua foram reiterados pelas visitas do secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, do ex-representante de Comércio e número 2 de Rice, Robert Zoellick, do secretário do Tesouro, John Snow, e, em 2004, do então secretário de Estado, Colin Powell. ''Nos últimos 12 meses, os mais importantes membros do nosso governo vieram ao Brasil, e agora virá o presidente Bush. Não podemos fazer melhor do que isso'', disse o embaixador John Danilovich ao Estado.
O projeto de aproximação faz sentido para os dois países em várias esferas. No plano multilateral, tornaram-se aliados nas discussões com a União Européia. Na região, além da Venezuela, preocupam os EUA as eleições na Nicarágua, na Bolívia e no Haiti. Neles, Brasil e EUA têm interesses complementares. No caso da Bolívia, onde a Petrobras tem investimentos, trata-se de manter a estabilidade. No Haiti, os EUA contam com a continuação da liderança brasileira na força de paz. A Lula, por sua vez, interessa obter compromissos mais seguros de ajuda financeira americana ao Haiti depois das eleições. (D.C.M e P.S./AE)

mockup