EUA monitoram MST, critica dirigente do Incra
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domingo, 24 de abril de 2005
Agência Estado 
Recife - A superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Pernambuco, Maria de Oliveira, recebeu em 10 de fevereiro, na sede do órgão no Recife, o cônsul dos Estados Unidos no Estado, Peter Swavely, e o segundo-secretário para Assuntos Políticos da Embaixada dos EUA em Brasília, Peter Thomas Reiter. Eles buscavam informações sobre o ''abril vermelho'' de invasões que o Movimento dos Sem-Terra (MST) prometia e queriam saber se o Brasil e Pernambuco estavam preparados para dar uma resposta de atendimento ao movimento.
''Recebi a embaixada porque me pediram uma agenda, mas o encontro realmente se resumiu ao 'abril vermelho''', contou Maria ontem, por telefone, de Brasília. A reunião foi sigilosa e surpreendeu a superintendente regional, que nunca havia recebido embaixadores antes.
Numa nova reunião, os americanos queriam complementar informações sobre a onda de invasões dos sem-terra em abril. Também buscavam esclarecer notícias veiculadas na imprensa de que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) estariam atuando em Pernambuco, na Fazenda Normandia, em Caruaru, no agreste, onde fica a sede do MST no Estado. A presença das Farc em Pernambuco foi denunciada por um ex-integrante do MST e investigada pela Comissão Parlamentar de Inquérito da Terra. Depois, os americanos tentaram novas reuniões com Maria, mas ela decidiu não mais recebê-los e sugeriu que procurassem o Ministério do Desenvolvimento Agrário em Brasília, por considerar que era mais adequado do ponto de vista hierárquico e especialmente por dizer respeito à soberania nacional.


