Washington O governo dos Estados Unidos afirmou, ontem, que o processo de escolha do próximo presidente do Brasil ''é indicativo da democracia sólida que há no Brasil''. O porta-voz do Departamento de Estado, Richard Boucher, disse que o Brasil ''é um parceiro essencial'' dos Estados Unidos e reiterou a posição de neutralidade que Washington assumiu desde o início do pleito.
A administração Bush, afirmou ele, ''está pronta, disposta e capaz para trabalhar junto com o Brasil, seja quem for que emerja como vencedor da contenda presidencial no próximo dia 27''.
A cobertura dos resultados do primeiro turno, que foi manchete principal do ''Washington Post'' e ocupou espaço na primeira página do ''New York Times'' e de outros grandes órgãos da impresa americana, enfatizou a ascensão política do ''candidato esquerdista'', em consequência da insatisfação dos brasileiros com a política econômica do atual governo.
As eleições brasileiras receberam grande destaque nos principais jornais do mundo, que ressaltaram o avanço significativo da esquerda no País com o resultado obtido pelo PT. O segundo turno entre os presidenciáveis Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e José Serra (PSDB) ocupou as manchetes de capa em vários países da Europa.
O jornal britânico ''The Guardian'' também atribuiu a popularidade de Lula a um desejo de mudança latente na população brasileira. ''A vitória de Lula representaria a mais significativa alteração de poder nos últimos tempos na América Latina em contraposição ao modelo neoliberal da economia global'', observou o jornal.

mockup