EUA mandam recado a Fidel Castro
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sábado, 11 de maio de 2002
Agência EFE 
Washington O Governo dos EUA sugeriu ontem ao ex-presidente Jimmy Carter que indique ao chefe de Estado cubano, Fidel Castro, que chegou o momento de uma transição pacífica para a democracia, durante a visita que o americano fará à ilha a partir de hoje.
O porta-voz do Departamento de Estado, Richard Boucher, fez essa declaração ontem, na véspera do início da visita de cinco dias de Carter (1977-1981), que foi convidado por Castro.
A controversa visita de Carter a Cuba é a primeira de um ex-governante americano a esse país desde o triunfo da Revolução Cubana, em janeiro de 1959.
A Casa Branca também quer que o ex-governante democrata, que centrou sua política internacional na defesa dos direitos humanos, peça às autoridades de Havana o respeito à liberdade de expressão de seus cidadãos e o direito da escolha democrática de seus dirigentes.
Carter vai reunir-se com o presidente cubano hoje, e durante o resto da viagem visitará centros de produção agrícola, centros de saúde e manterá contato com representantes do governo, de grupos dissidentes e de outros setores da sociedade.
O ex-presidente Carter declarou que pretende usar sua visita a Cuba para buscar a flexibilização do embargo econômico que os EUA mantém contra o país há mais de 40 anos, uma sanção que Bush promete manter enquanto a ilha não realizar mudanças verdadeiramente democráticas.
Mentiras O presidente de Cuba Fidel Castro negou que seu país apóie a guerra biológica e acusou Washington de mentir, mentir e mentir para justificar o embargo econômico que há quatro décadas mantém contra a ilha caribenha.
Nunca a grande potência se viu diante de tanto embaraço e não lhe resta outra alternativa senão mentir, disse o líder cubano ao desmentir declarações do subsecretário de Estado, John Bolton, no sentido de que Havana colabora com outros países para desenvolver uma guerra bacteriológica contra os EUA.
Castro apareceu sexta-feira à noite diante dos jornalistas, muitos deles americanos, para afirmar que a idéia de destruir Cuba, uma obsessão que dura mais de 43 anos, conduziu e ainda conduz a política dos EUA por um caminho tortuoso cheio de mentiras, erros, fracassos e desacertos. Castro, de 75 anos, reconheceu os avanços da farmacologia cubana mas disse que estão a serviço da saúde dos cidadãos de qualquer país do mundo.


