WashingtonUma autoridade do Exército dos Estados Unidos explicou ontem que as fotografias publicadas na imprensa britânica e norte-americana, que mostram prisioneiros ajoelhados e algemados na base naval de Guantánamo, em Cuba, foram feitas quando eles desceram do avião. O tratamento recebido pelos presos provocou uma polêmica que deixou Washington em situação embaraçosa.
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR) enviou na quinta-feira da semana passada uma delegação a Guantánamo, que no momento está se reunindo com os prisioneiros.
‘‘As fotos são dos prisioneiros pouco depois de sua saída do avião, antes do começo do processo de integração ao local’’, explicou à AFP o capitão Tom Crosson, porta-voz do comando sul do Exército americano. ‘‘Foram levados em seguida a uma área de recepção’’, acrescentou, antes de destacar: ‘‘Vocês os viram nessas circunstâncias, nas fotos publicadas, especialmente no The New York Times e nos jornais britânicos de domingo: os olhos vendados, os braços algemados, ajoelhados atrás de uma barreira’’. O capitão Crosson destacou que os presos tiveram seus cabelos cortados e as barbas aparadas antes de sua chegada a Guantánamo, ‘‘apesar de termos consciência de que isso contradiz suas crenças religiosas’’, afirmou.

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