São Paulo - Assessores do governo dos Estados Unidos disseram que há indícios de que Osama bin Laden, principal acusado dos atentados de 11 de setembro nos EUA, sobreviveu aos bombardeios norte-americanos e se escondeu num lugar remoto da fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão, segundo a edição de ontem do jornal ‘‘The New York Times’’.
‘‘Temos quase certeza de que ele está vivo’’, disse uma fonte do governo norte-americano que pediu anonimato ao jornal. Apesar de os Estados Unidos acreditarem que são poucos os lugares onde Bin Laden ainda possa se esconder, sua prisão continua sendo uma meta a ‘‘longo prazo’’.
Alguns oficiais da Defesa e da inteligência disseram que a informação estava longe de ser definitiva. A fonte do jornal disse que avanços vêm sendo feitos no sentido de desmantelar a rede Al Qaeda, organização terrorista liderada por Bin Laden, e que o número de chefes está entre 20 e 25.
Se a nova informação dos assessores do governo for confiável, ela sugere que Bin Laden pode ainda estar na mesma região montanhosa onde as tropas norte-americanas têm concentrado sua busca desde novembro passado, quando os oficiais militares pareciam confiantes de que encontrariam o militante saudita.
No mês passado, a confiança desapareceu e os oficiais disseram que não tinham qualquer pista da localização de Bin Laden desde o início de dezembro, quando oficiais de inteligência acreditaram ter ouvido ele direcionar as tropas por meio de um rádio de ondas curtas na região de Tora Bora, Afeganistão.
Apoio - Os soldados de elite alemães juntaram-se à campanha militar norte-americana contra os combatentes da Al-Qaeda no Afeganistão, noticiou ontem o jornal ‘‘Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung’’. Na campanha participam, desde há várias semanas, cerca de 100 militares de um total de 250 que integram o Comando das Forças Especiais (KSK).
O Ministério da Defesa e os militares responsáveis pela participação alemã na campanha no Afeganistão não confirmaram nem desmentiram estas informações. O Parlamento alemão havia dado, em dezembro, luz verde à participação de até 3,9 mil soldados alemães na campanha antiterrorista, dos quais 100 poderiam ser recrutados das forças especiais.

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