O prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), alegou ''falta de informações claras'' de sua equipe de governo para tomar uma decisão de veto ou sanção do projeto do supermercado Angeloni. Mesmo com parecer contrário da Procuradoria Geral do Município (PGM), Kireeff optou pela ''sanção tácita'', deixando a Câmara promulgar a lei que muda o zoneamento da rua que passa ao lado do terreno onde deve ser construído o Angeloni, na Gleba Palhano (zona sul).
''O conjunto de informações que tínhamos não foi suficiente para garantir uma posição taxativa do Executivo. Então, em respeito ao trabalho dos vereadores, optamos por deixar para a Câmara promulgar'', declarou Kireeff ontem à tarde. ''Se eu tivesse certeza absoluta da ilegalidade (apontada pela PGM) do projeto eu vetaria.'' Segundo ele, a falha em fornecer informações é ''responsabilidade do governo municipal como um todo''.
No parecer contrário ao projeto do Angeloni, a PGM apontou afronta ao princípio da impessoalidade, já que as mudanças de zoneamento não poderiam ser feitas em ''um ou dois lotes'' de uma rua para favorecer empreendimentos específicos.
O prefeito declarou que ''esse processo de esclarecimento continua'' porque acredita que novos projetos de mudança de zoneamento podem ser aprovados na Câmara e o município precisará de ''uma posição clara e definitiva sobre o tema'' Ele encomendou um estudo da PGM e de outras secretarias. ''Será que o Plano Diretor pode estabelecer a situação definitiva de uma cidade? Até que ponto podemos discutir e alterar pontualmente o zoneamento? É isso o que o estudo irá apontar.'' O presidente da Câmara, Rony Alves (PTB), promulga hoje o projeto do Angeloni.

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