O Movimento pela Ética e Cidadania de Ponta Grossa completa um ano na próxima semana. E uma das atividades comemorativas pelo aniversário será o início da coleta de assinaturas para dar encaminhamento ao projeto de ação popular contra o nepotismo. No início do ano o vereador Rogério Serman (PFL) apresentou a proposta na Câmara, mas teve seu projeto rejeitado. A atitude dos vereadores motivou o Movimento a buscar o apoio popular para aprovar lei até mais severa.
Pelo projeto ficava proibida a contratação de parentes até terceiro grau. Já o Movimento resolveu estender a proibição até parentes de quinto grau. Desse forma também fica proibida a contratação de primos e sobrinhos, além dos parentes dos cônjuges. Se aprovada, a lei valerá para todos os ocupantes de cargos públicos com domicílio em Ponta Grossa – vereadores, deputados estaduais, federais, senadores e o prefeito.
Mas para conseguir dar encaminhamento ao projeto, o movimento terá que coletar cerca de 9 mil assinaturas, o que equivale a 5% do eleitorado de Ponta Grossa. O primeiro a assinar será o próprio bispo diocesano D. João, que dessa forma se encarregará de defender o projeto na Câmara.
O bispo acredita que o primeiro ano de atividades do movimento foi válido porque aproximou alas opostas da sociedade na luta pelo bem comum. ‘‘Quem esteve aqui para defender uma causa exclusiva do seu grupo acabou ficando pelo caminho’’, salientou.
Uma das primeiras ações do Movimento foi acompanhar as denúncias de corrupção no Executivo durante a administração de Jocelito Canto (PSDB). As ações ainda estão tramitando. Os coordenadores do Movimento já visitaram o Tribunal de Contas, no ano passado, pedindo mais rapidez na análise das contas de Jocelito. ‘‘Mas de lá trouxemos decepção’’, disse o bispo, referindo-se a auditoria prometida pelo TC, que acabou não sendo realizada.

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