ETAPAS DA CASSAÇÃO
ETAPAS DA CASSAÇÃO
Principais etapas da investigação sobre o deputado Hildebrando Pascoal (AC) e seu alegado envolvimento com o grupo de extermínio e o tráfico de drogas no Estado:
- 21/2/99 - Dossiê elaborado por subcomissão do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH), órgão do Ministério da Justiça, aponta o envolvimento de Hildebrando Pascoal com um grupo de extermínio responsável por pelo menos 30 mortes. Testemunha ouvida pela Procuradoria da República diz ter visto fita de vídeo com imagens do deputado decepando com motosserra os braços de Agilson Santos Firmino, o Baiano, acusado de envolvimento na morte de Itamar Pascoal, irmão de Pascoal. No mesmo dia, o deputado alega inocência e diz estar sendo perseguido pelo ex-presidente do Tribunal de Justiça do Acre, Gercino José da Silva Filho por ter denunciado marajás do Poder Judiciário.
- 23/2/99 - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, instaura inquérito criminal para investigar o envolvimento do deputado com o esquadrão da morte. As investigações passam a ser conduzidas pela PF. A Mesa da Câmara recusa-se a opinar sobre uma eventual abertura de processo de cassação. Pascoal continua no livre exercício do mandato. São divulgadas ligações grampeadas em que o deputado confessava sua intenção de matar o desembargador Gercino José da Silva.
- 24/2/99 - O desembargador leva a Brasília as fitas com as gravações telefônicas grampeadas com autorização judicial, que comprovam o envolvimento de Pascoal com o esquadrão da morte acreano.
- 23/4/99 - Brindeiro denuncia no STF o deputado pelos crimes de cárcere privado e constrangimento ilegal. Para que o Supremo receba a denúncia é pedida licença à Câmara.
- 19/5/99 - O Ministério Público é acusado de não investigar Pascoal, desde 1998 havia um inquérito que comprovaria a ligação dele com o traficante de drogas Gerson Turino.
20/5/99 - Traficante que fora cabo eleitoral de Pascoal denuncia que, para eleger-se, ele teria comprado votos de eleitores viciados em drogas fornecendo-lhes cocaína e maconha.
- 21/5/99 - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico aprova a quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico do ex-governador do Acre Orleir Cameli e de Hildebrando Pascoal.
- 23/5/99 - Fecha-se o cerco ao deputado, além das acusações de envolvimento com tráfico de drogas e extermínio, ele é acusado de ameaçar de morte autoridades acreanas.
- 21/9/99 - A CPI do Narcotráfico entrega o pedido de prisão temporária de 28 pessoas ligadas ao deputado Hildebrando Pascoal. A defesa do deputado entra no final da tarde com um mandado de segurança no STF, pedindo a suspensão da votação no plenário da Câmara, que decidiria sobre a cassação de seu mandato. A PF e a CPI montam operação para prender Hildebrando, logo após sua cassação.
- 22/9/99 - Hildebrando é cassado. Pode ser preso a qualquer momento.





