Estudo mostra que grande traficante fica impune
Estudo mostra que grande traficante fica impune Estudo divulgado pela Secretaria da Justiça do Paraná revela que a Polícia Civil não prende os grandes traficantes. Os números demonstram que a maior parte dos internos condenados por envolvimento com drogas foi presa com pequenas quantidades de droga. Segundo a chefe de gabinete e responsável pelo Departamento Penitenciário do Paraná, Mara Catarina, dos 4,4 mil internos das 11 unidades penais do Estado, apenas 12,87% estão presos por consumo ou tráfico de drogas. Desses condenados por envolvimento com drogas, 79% eram traficantes. Se analisássemos apenas este dado, teríamos em mente que os traficantes são punidos, mas não é isto o que acontece, afirma. Quanto ao volume de narcótico encontrado com cada preso, o levantamento mostra que em 66,1% dos casos, os detentos foram pegos com menos de um quilo de droga. O volume é muito pequeno. O que revela que os traficantes de grandes volumes não estão sendo presos. Provavelmente apenas os intermediadores, avaliou ela. Os dados apontam ainda que 19,2% dos presos foram pegos com até 10 quilos de droga; 10,8% com até 100 quilos; 3,5% com até uma tonelada; e 0,4% com mais de uma tonelada. O tempo de pena da maioria dos internos varia entre menos de um ano até 10 anos. Dos condenados, 72,7% pegaram pena de até 5 anos. Como o crime de tráfico de drogas engloba outros crimes, como de formação de quadrilha, ele pode resultar quando se trata de um grande traficante em mais de 20 anos de prisão. Mas não é isso que estamos evidenciando, alertou. Apenas 21,1% dos presos têm pena entre 5 e 10 anos; 5,1% têm pena de 10 a 20 anos; e somente 0,3% acabaram condenados com mais de 20 anos de prisão. O relatório de internos enquadrados na Lei de Entorpecentes será levado até o Ministério da Justiça. A pesquisa foi feita nas unidades penitenciárias de Maringá, Londrina, Guarapuava e nos cinco complexos penais instalados na região de Curitiba (Complexo Médico Penal, Colônia Penal Agrícola, Centro de Triagem, Prisão Provisória do Ahú e Prisão Feminina Aberta). (L.P.)





