Curitiba - O relatório do projeto Excelências, divulgado anteontem pela ONG Transparência Brasil, mostrou a evolução patrimonial registrada por 22 políticos paranaenses que disputam as eleições de outubro e que também concorreram a cargos no pleito de 2006.
O levantamento mostra que em dois anos, a maior ampliação do patrimônio foi do deputado estadual e candidato à prefeitura de Curitiba Fábio Camargo (PTB), com 367,5% de evolução. Em 2006, o candidato havia declarado à justiça eleitoral um patrimônio de R$ 64.565,40. Já neste ano, o total de bens declarados foi de R$ 301.817,00. Fábio Camargo explicou, por meio de sua assessoria de imprensa, que seu patrimônio cresceu neste período porque ele recebeu uma herança de sua mãe, com valor próximo a R$ 200 mil.
O segundo maior crescimento patrimonial ficou com a deputada estadual e candidata à Prefeitura de Colombo, Beti Pavin (PMDB). Ela ampliou seu total de bens que era de R$ 120 mil em 2006 para R$ 272.372,00. A deputada disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que não comentaria o assunto.
Nem todos os parlamentares que concorrem neste ano tiveram evolução em seu patrimônio. Entre os que mais tiveram decréscimo em sua renda estão o vereador de Curitiba candidato à reeleição Custódio da Silva (PR), que reduziu seus bens em 100%. Em 2006 o vereador havia declarado R$ 158.932,00 em bens. Neste ano, Custódio declarou que não possui bens. A segunda maior queda foi da também vereadora curitibana candidata à reeleição Julieta Reis (DEM), que viu seu patrimônio reduzir em 70,5%. Em 2006, a vereadora possuia R$ 280.068,33 e declarou neste ano um patrimônio de R$ 82.657,00. Os veredores não foram localizados pela reportagem para comentar o fato.

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