Brasília - O líder do PSDB na Câmara, deputado Alberto Goldman (SP), divulgou ontem um estudo realizado por economistas do partido segundo o qual a carga tributária do País cresceu de 35,23% para 36,64% entre 2003 e 2004, um aumento de 1,4 ponto porcentual. De acordo com o levantamento, baseado no valor do PIB divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 70% do aumento da carga tributária verificado no ano passado ocorreram na esfera federal e de 30% em tributos arrecadados por estados e municípios.
Na comparação com 2002, último ano do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o aumento da carga foi de 0,8 ponto porcentual, segundo o estudo. ''Foi constatado exatamente o que a gente dizia, e o contrário do que vinham dizendo os ministros Antonio Palocci (Fazenda) e José Dirceu (Casa Civil)'', afirmou Goldman. Segundo ele, o grau de aumento da arrecadação na proporção do PIB é uma demonstração inequívoca de que está havendo aumento da carga tributária efetiva cobrada dos brasileiros, e não apenas uma aumento da eficiência da máquina arrecadadora.
Goldman afirmou que o perigo de aumento da carga tributária persiste em 2005, embora com menos vigor depois que a oposição conseguiu barrar o aumento de impostos previsto na MP 232, que previa o aumento da carga tributária das empresas prestadoras de serviço e corrigia em 10% a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). ''Felizmente, chega algum momento em que este governo demonstra bom senso'', afirmou o líder do PSDB, referindo-se às alterações na MP 232.

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