O prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), revelou ontem que um estudo concluído há cerca de 20 dias aponta a venda como única possibilidade a longo prazo para a Sercomtel, que há anos vem acumulando prejuízos e atualmente precisa, com urgência, de um aporte de capital dos sócios de pelo menos R$ 15 milhões.
Segundo Kireeff, o estudo – feito por técnicos indicados pela prefeitura e Copel, sócias da Sercomtel com 55% e 45% das ações, respectivamente – conclui que a telefônica tem apenas duas possibilidades de sobrevivência: a venda total ou a venda parcial, de forma que o município continuasse dono, mas o controle acionário passasse a um particular.
"O grande problema da Sercomtel é ser uma empresa pública num mercado extremamente competitivo. Tudo é mais demorado para a Sercomtel. Se a empresa passar do regime público para o regime privado a agilidade seria muito maior", afirmou Kireeff, acrescentando que sua preferência é por esta possibilidade. "A ideia de um parceiro estratégico é uma proposta aceitável."
O prefeito afirmou ainda que o grupo técnico analisou dezenas de cenários, incluindo a manutenção da Sercomtel da forma como está e todas foram rechaçadas. "Manter a Sercomtel neste modelo é inviável; a empresa não se sustentaria", disse.
Kireeff não revelou detalhes do estudo, que será apresentando primeiramente ao Grupo de Trabalho da Administração Municipal junto à Sercomtel (GTAM), composto por membros do primeiro escalão e representantes de entidades como a Associação Comercial e Industrial (Acil) e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e nas discussões acerca do aporte requerido pela empresa.
"É um assunto que vamos discutir amplamente com toda a sociedade. Por isso, neste momento, para que a empresa tenha chances futuras, é preciso fazer o saneamento e fazer o aporte", defendeu o prefeito.

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