Estudo aponta necessidade de diminuir corrupção
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segunda-feira, 27 de junho de 2011
Loriane Comeli <br> Reportagem Local 
Quanto mais transparentes as ações de um governo, menor a possibilidade de corrupção. Esta é a síntese sobre gestão pública, que consta do estudo Cidades Inovadoras - Londrina 2030, elaborado por mais de 150 técnicos de entidades de Londrina, sob a coordenação da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). O estudo aborda sete pontos, incluindo educação; saúde e bem estar; capital técnico e tecnológico; transporte e mobilidade; segurança; cultura, lazer e turismo; e gestão pública. Com quase 100 páginas, o relatório será apresentado hoje à noite ao prefeito Barbosa Neto (PDT) e a representantes de diversas entidades. (Leia mais na Folha Economia)
''Não há como planejar uma cidade e alcançar os objetivos sem uma gestão compartilhada e estruturada. Por isso, acreditamos que a governança seja o aspecto mais importante do estudo'', afirmou Paulo Varela Sendin, consultor da Associação de Desenvolvimento Tecnológico de Londrina e Região (Adetec), que trabalhou na elaboração estudo.
O estudo aponta que uma cidade inovadora é aquela ''onde as pessoas querem ficar, onde sentem que podem e conseguem manifestar seu potencial humano e fazer a diferença, onde encontram condições favoráveis de entorno para o desenvolvimento de seus projetos e negócios''. Assim, a ética e o combate à corrupção na administração pública são objetivos imprescindíveis. ''Desejar uma administração absolutamente isenta de corrupção é utopia, mas temos que reduzir os índices'', comentou Sendin.
Para o consultor, o que torna transparentes as ações de um governo é a participação da sociedade nas discussões e decisões. ''Hoje o retorno às manifestações dos governantes é muito baixo. Com a internet, por exemplo, o cidadão pode participar mais, chegar até o governante e fiscalizar suas ações.''
Outro ponto abordado no relatório é a necessidade de publicação de todas os atos públicos, como editais de licitação, contratos, cronograma de obras, orçamento e prestação de contas. ''Quanto mais a população fiscaliza, maior a possibilidade de inibir a corrupção'', defendeu. ''O relatório foi feito no ano passado, portanto, antes das investigações de desvios na Saúde. Não é um relatório direcionado a nenhum governante especificamente, mas uma série de objetivos traçados para minimizar a corrupção'', afirmou, referindo-se à operação Antissepsia do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, deflagrada em maio, que levou 21 pessoas à prisão por corrupção e desvio de dinheiro na Saúde em Londrina.


