Estudantes pedem voto consciente
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sábado, 27 de setembro de 2008
Cláudia Palaci eHerika Fondazzi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Cerca de 300 jovens percorreram as ruas do centro da capital, ontem de manhã, para pedir responsabilidade aos eleitores na hora de votar. O apelo veio acompanhado de uma cartilha sobre o voto consciente e quais os pontos que devem ser avaliados para a escolha do candidato a prefeito e vereador. A campanha ensina que o eleitor deve ter uma avaliação criteriosa da efetividade do compromisso do candidato com a ética na política, a defesa da democracia e a promoção do desenvolvimento.
A iniciativa partiu da ONG em Ação e do Comitê Cidadania e Voto Consciente, instituições apartidárias engajadas na orientação de eleitores. ''Nosso objetivo é mostrar à população que o ato de agora tem reflexo por quatro anos. Pedimos que o eleitor se interesse em conhecer e estudar as propostas dos candidatos e vigiar a administração dele, caso vença o pleito'', propõe Adelino Venturi Júnior, presidente da ONG em Ação.
A cartilha ''Guia do Voto Responsável 2008'' sugere que o eleitor não escolha candidatos envolvidos com corrupção; que fizeram promessas e não as cumpriram sem dar qualquer satisfação; que empregaram parentes em instituições públicas (nepotismo); que praticam a compra de votos; entre outras.
Londrina Em Londrina o local de atuação da ONG Transparência Londrina foi no centro da cidade, no Calçadão. Em meio às propagandas de vários candidatos, uma barraca lembrava às pessoas sobre a necessidade de se escolher corretamente um candidato.
Segundo a coordenadora da ONG, Inês Wolff, a crença de que todos os políticos são corruptos e que nada vai mudar é o grande erro da população. ''Eu acredito que existam candidatos bons e que é possível melhorar. Sem acreditar nisso, as pessoas não dão valor ao voto. Infelizmente vemos muito isso nas pessoas que abordamos na rua. Mas por outro lado, todos estão muito receptivos em nos ouvir e conhecer as possibilidades de escolher um bom candidato'', afirma.
Dentre as atitudes indicadas pela ONG, investigar a vida do candidato é uma das mais fortes.
Para ela, o horário político na TV e rádio devem ser vistos com reservas. ''As pessoas devem assistir para conhecer as propostas e poder cobrar depois, mas ali o candidato teve tempo para pensar no quê falar, como agir. O melhor é pesquisar o candidato no seu dia-a-dia'', lembra.


