Cerca de 350 estudantes do ensino fundamental e médio realizaram ontem uma passeata contra a privatização da Copel, em Foz do Iguaçu. Eles percorreram as principais ruas e avenidas do centro propagando que a venda da estatal é um crime contra o patrimônio do povo paranaense.
O manifestantes distribuíram adesivos e panfletos e também colheram assinaturas para o abaixo-assinado em apoio ao projeto para revogar a lei que autorizou, em dezembro de 1998, o Governo do Estado a vender as ações da empresa. O projeto deve ser apresentado na Assembléia Legislativa.
Antes de sair em passeata, os estudantes permaneceram quase uma hora em frente à Câmara Municipal, debatendo a venda da empresa. Para a estudante Priscila da Cruz Gelinski, 17 anos, a privatização é incoerente pois a ‘‘Copel está registrando sucessivos lucros nos últimos anos e, no ano passado, teve um lucro recorde.’’
O protesto, organizado pela União Municipal dos Estudantes de Foz do Iguaçu (Umefi) e pelo Sindicato dos Eletrecitários, contou com participação da União da Juventude Socialista (UJS).
O deputado responsável pela elaboração do novo Regimento Interno da Assembléia Legislativa, Caíto Quintana (PMDB), disse ontem que depende exclusivamente da decisão dos autores reapresentar projetos. A declaração dele pode resolver um impasse entre situação e oposição, já que três projetos apresentados por deputados contrários à privatização, com o objetivo de barrar a venda da estatal, desencadearam acaloradas discussões entre os parlamentares.
Os três projetos foram retirados da pauta por uma manobra da oposição, que temia não conseguir os votos necessários para aprová-los em plenário. A liderança do governo defende que, para voltar à discussão, os requerimentos dependem de votação em plenário. A interpretação da oposição é o contrário. O presidente da Casa, Hermas Brandão (PTB), ficou de estudar o assunto. O novo regimento deverá ser encaminhado à mesa executiva na segunda-feira.
O deputado José Maria Ferreira (PSDB) protocolou ontem na 2ª Vara de Fazenda Pública de Curitiba ação popular contra o governo do Estado ‘‘por propaganda enganosa’’ em relação à venda.(Colaborou Maria Duarte)

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