Paris - O militante de extrema-direita Maxime Brunerie, 25 anos, foi detido ontem acusado de tentar matar o presidente da França, Jacques Chirac, 69 anos. O jovem admitiu diante da polícia que pretendia assassinar Chirac e depois suicidar-se, informaram fontes policiais.
Ligado à extrema-direita, Brunerie estava com uma carabina e foi dominado perto do Arco do Triunfo pouco depois da passagem do presidente francês Jacques Chirac, para assistir ao tradicional desfile de 14 de julho, a festa nacional francesa. O ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, disse mais tarde à imprensa no Palácio do Eliseu que o homem detido é ''um militante de extrema-direita, um jovem conhecido por sua violência e fichado'' pela polícia.
A polícia, através de um comunicado, disse que o homem tinha usado a arma pouco antes e era ''conhecido por pertencer a movimentos neonazistas e hooligans''. Também informou que é estudante e motorista. ''A prefeitura de polícia confirma que um indivíduo foi detido na chegada do presidente da República à praça da Estrela, quando tinha acabado de utilizar, uma vez, sua carabina de calibre 22'', assinalou o comunicado. O homem encontra-se em prisão preventiva.
Brunerie tinha cinco cartuchos no carregador de sua arma quando disparou, informou o ministro do Interior, Nicolas Sarkozy. Em entrevista coletiva à imprensa, o ministro acrescentou que o acusado estava a ''uns 150 metros'' do presidente quando disparou. Sarkozi contou que ''um espectador, logo depois do primeiro disparo, segurou o cano da arma e apontou-a para o alto, enquanto que outros três espectadores o ajudaram a controlar a arma''. ''Dois agentes da polícia, à paisana, chegaram para controlar o sujeito e colocá-lo no chão. Minutos mais tarde, três membros da brigada antidistúrbios (CRS) o renderam'', informou o ministro do Interior.
O rapaz teria tentado o suicídio, voltando a arma contra si próprio - informou o ministro de Liberdades Locais, Patrick Devedjian. ''Deu um primeiro tiro, que foi desviado. Dominado, tentou voltar a arma contra si próprio'', contou Devedjian, entrevistado nos jardins do palácio presidencial. ''Não foi um incidente, foi um atentado. Um homem de extrema-direita, mais de direita do que a Frente Nacional, tentou atentar contra a vida do presidente da República'', afirmou o ministro.
O tradicional desfile de 14 de julho, dia da festa nacional francesa, se realizou nos Campos Elíseos na presença de Chirac. Antes de instalar-se na tribuna oficial em companhia de seus ministros, Jacques Chirac saudou os cadetes de West Point, a escola militar norte-americana que festeja este ano seu bicentenário, assim como a escola especial militar francesa de Saint-Cyr.

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