O gosto pela política e o sonho de mudança estimulou o estudante Eduardo Lobato, de 17 anos, a fazer uma campanha solitária para incentivar o voto do jovem. Na última semana ele percorreu diversas escolas da cidade distribuindo cartazes e fazendo um corpo a corpo com os estudantes. Sem citar números sobre um possível resultado, Eduardo se diz satisfeito com sua campanha solitária. Segundo ele, a receptividade foi muito boa. O jovem acredita que o noticiário dos últimos meses, que mostrou seguidas denúncias de corrupção, acabou aproximando o estudante da política partidária.
‘‘É uma tendência natural. O jovem acaba despertando para o problema, deixando de ver a política como coisa chata e passa a se incomodar com o que vê, buscando saber mais sobre o assunto’’, afirma o estudante. Filiado a um partido de centro-esquerda e admirador de Tony Blair e do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), Eduardo afirma que sua campanha para estimular o jovem a votar foi despida de qualquer interesse partidário.
‘‘Em momento algum expressei minha opção partidária’’, afirmou ele. De acordo com o estudante, mesmo com interesse maior em participar das eleições deste ano, o jovem ainda é muito apático. Para Eduardo, o ideal seria a escola se responsabilizar pela informação, visando o esclarecimento do estudante e consequentemente maior participação nas decisões democráticas. Eduardo defende ainda mudanças radicais na política partidária do País. ‘‘Quando se opta pela vida pública acho fundamental a absoluta transparência. Esta pessoa tem de ter uma vida exemplar’’, afirma ele.
Defensor do jovem na política, Eduardo não esconde que pretende disputar uma das 21 cadeiras do Legislativo de Londrina e planeja colocar seu nome na convenção de seu partido, no próximo mês. ‘‘É um sonho que alimento desde os 12 anos’’, confessa. O jovem afirma que, caso tenha aprovado o seu nome pelo partido e consiga vencer as eleições, quando assumisse, em janeiro, já teria completado a maioridade. ‘‘Mesmo assim acho que se o jovem pode votar, pode também ser candidato’’, defendeu. (P.L.)

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