Estrutura do Fórum gigantesca
O Fórum Social, que termina no dia 28, reúne 100 mil pessoas, o dobro de participantes do ano passado e cinco vezes mais que o registrado no primeiro evento em 2001. Entre fóruns paralelos e minifóruns, congressos, palestras, reuniões, oficinas e mostras culturais, foram programadas 1.710 atividades (em 2002 foram 800). Participam representantes de quase 5 mil organizações desde autoridades de Estado até integrantes de ONGs vindos de 121 países.
A estrutura é tão gigantesca que foi necessário distribuir as atividades em 12 locais. A Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), que até o ano passado sediava todo o evento, agora mantém os principais congressos e reuniões. Na orla do Lago Guaíba, foram construídos anfiteatros e tendas para receber shows e oficinas culturais. O Gigantinho, que fica ao lado do Estádio Beira-Rio, está sendo utilizado para a realização de conferências internacionais que chegam a reunir 10 mil pessoas em cada encontro.
As atividades paralelas contam com pesquisadores e especialistas do mundo todo e abrangem diversos temas, desde a agricultura (como a Assembléia Mundial Campesina), passando pela aprendizagem (Fórum Mundial da Educação, realizado durante os cinco dias que antecederam o FSM) até as leis internacionais (Fórum Mundial dos Juízes).
Entre as dezenas de personalidades estão o agricultor francês e ponta-del-lança do movimento antiglobalização José Bové, o linguista e pesquisador Noam Chomsky, o fotógrafo Sebastião Salgado, o ex-presidente de Portugal, Mário Soares, o escritor austríaco Fritjof Capra, a médica cubana Aleida Guevara (filha de Ernesto Che Guevara), o ator negro norte-americano Danny Glover, que representa entidades que lutam pelos direitos humanos nos EUA. (E.D.)





