Estrela do governador volta a subir
Na rota estabelecida pelos tucanos, de trabalho árduo nos próximos dois anos visando à sucessão de FHC, Mário Covas ganha do partido um papel de destaque. Covas é fundamental para ajudar a executar o programa do governo, que também é o programa do partido, mas não é hora de falar em candidatura, sublinhou ontem o ministro da Educação, Paulo Renato.
A convenção que termina hoje em Brasília marca a volta de Covas à militância tucana. Nos primeiros quatro anos de mandato, o governador afastou-se do partido e dedicou-se exclusivamente a administrar as combalidas contas do Estado de São Paulo. O projeto de voltar à política nacional foi adiado pelo câncer, descoberto logo após a reeleição e do qual se livrou após uma cirurgia e um tratamento quimioterápico.
Covas, além de ter uma posição de líder inconteste no partido, ocupa um lugar privilegiado no PSDB. Enquanto Fernando Henrique começa o segundo mandato com a popularidade em baixa, Covas, que correu o risco de perder a disputa pela reeleição, retoma o governo paulista no melhor momento político.
Fernando Henrique é uma estrela em queda; Covas está subindo, afirmou um dirigente tucano. No último mês, o governador paulista e o ministro das Comunicações e articulador político do governo, Pimenta da Veiga - outra estrela em ascensão no ninho tucano - articularam intensamente a direção partidária e o modelo de gestão preparado para essa nova fase do partido. Covas resistiu a todas as pressões para que assumisse a presidência do PSDB.
Foi o que fez ressuscitar uma idéia antiga, formulada pelo ex-deputado Jayme Santana (MA), redesenhada com medidas exatas para abrigar o projeto tucano: o conselho político que será hoje formalizado, uma instância que vai permitir a presença de Covas na direção partidária. O conselho será composto por governadores, ministros e outros tucanos notáveis que compõem o primeiro time do PSDB.





