Estreantes ficam em Brasília
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quinta-feira, 04 de fevereiro de 1999
Ricardo Miranda Agência Folha 
O Congresso só retoma seus trabalhos daqui a duas semanas, após o Carnaval, mas uma pequena legião de parlamentares de primeiro mandato decidiu ficar na cidade, mesmo que seja para ler discursos na tribuna quase vazia ou conhecer monumentos. Dessa bancada faz parte o deputado Pompeu de Mattos (PDT-RS), 39, em seu primeiro mandato federal. Mattos chamou a atenção ao anunciar que para dar espaço às minorias montou sua assessoria com sete anões, três deles trabalhando em Brasília, e o restante no escritório em Porto Alegre. Ex-vereador, ex-deputado estadual e ex-prefeito, Mattos promete passar a convocação gritando do microfone da tribuna contra os bloqueios no repasse de recursos para o seu Estado, mesmo com o plenário vazio. Ele também aproveitará para visitar pontos turísticos.
Pompeu não ficará sozinho. Bastará andar pelos corredores para encontrar o ex-prefeito de Osasco Celso Giglio (PTB-SP), 57. Ele também permanecerá em Brasília estudando os projetos em tramitação na Câmara, como o que recria a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).
Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), 34, ex-vereadora em Manaus, estranhou o tamanho do Congresso. Vai ser um cooper diário. Em sua primeira semana no Congresso, a agenda da deputada já está lotada com audiências para professores e dirigentes sindicais. Ela ficará na capital de segunda a sexta e no fim-de-semana irá para Manaus. Para trabalhar. Já o deputado Domiciano Cabral (PMDB-PB), 43, que tomou posse com o terno do já morto senador Humberto Lucena (PMDB-PB) como uma homenagem , acha que é melhor aprender a rotina agora, com o Congresso esvaziado, do que no tumulto das grandes votações.


