A possibilidade de Osmar Dias deixar o PSDB só vai se viabilizar caso o senador Alvaro Dias possa acompanhá-lo. O próprio Alvaro comenta: ‘‘Não cogitamos atuar em partidos diferentes. Nossa atuação têm sido conjunta no exercício do mandato e na questão eleitoral’’, afirmou.
Mas a postura de independência em relação a FHC ainda pode segurá-los no partido. ‘‘Estamos fortalecendo o PSDB com a filiação do (deputado federal) Afonso Carmargo e (do ex-governador) Jayme Cannet’’, disse. Para o senador Roberto Requião, ficar no PSDB é um erro estratégico.
‘‘O PSDB chegou no final do poço’’, afirmou Requião, referindo-se ao desgaste de Fernando Henrique Cardoso com operações para barrar a investigação de denúncias de corrupção e a crise de racionamento de energia. O peemedebista fez provocações para que Alvaro e Osmar também oficializem seu rompimento com o governador Jaime Lerner, que conta com cinco dos seis deputados estaduais do PSDB em sua base de apoio na Assembléia.
‘‘O partido continua a votar com o Lerner ou o Alvaro rompe e vem com a gente’’, disse Requião ao lembrar do acordo, costurado pela cúpula tucana em Brasília, para viabilizar a reeleição de Lerner, em 98, sem a concorrência de Alvaro, que teve de se contentar com a candidatura ao Senado.
O presidente estadual do PSDB respondeu que só não disputou o governo em 1998 porque Requião apresentou sua candidatura. ‘‘Não apoiamos, concedemos o espaço, mas na próxima eleição não abriremos mão da candidatura’’, disse Alvaro.(D.V.)

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