Brasília O ministro da Saúde, José Serra, vai antecipar o lançamento de sua pré-cadidatura a presidente da República. Ele não resistiu às pressões de seu próprio partido, do presidente Fernando Henrique Cardoso e do avanço da candidatura de Roseana Sarney, do PFL. Além do mais, enfrenta a real possibilidade de uma dissidência tucana, liderada pelo governador do Ceará, Tasso Jereissati, em favor de Roseana. Os encontros entre os dois governadores passaram a ser frequentes nos últimos meses. ‘‘De hoje até o dia 31 Serra anunciará que é candidato’’, diz o líder do PSDB na Câmara, Jutahy Júnior (BA). Mas segundo o presidente nacional do PSDB, José Aníbal (SP), Serra não vai esperar até o dia 31.
José Serra não deverá se afastar imediatamente do ministério. Após o anúncio de que é pré-candidato, ele ainda ficará no cargo por mais uma semana. É certo que no dia 19 de fevereiro ele reassumirá a sua cadeira de senador.
Mesmo com a decisão de Serra de antecipar o lançamento de sua pré-candidatura e de parte do PSDB proclamar a existência, hoje, de um clima de paz no partido, a situação no partido não é tranquila assim. Jereissati, recusou-se a comparecer ontem à reunião dos governadores do Nordeste com o presidente.
O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Arthur Virgílio Neto, da ala que defendia a candidatura de Tasso Jereissati, disse hoje que é hora de o PSDB promover um ‘‘casamento político’’ entre o Serra e o governador do Ceará. ‘‘Mais do que físico, é preciso um encontro de idéias’’, disse Virgílio.

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