Curitiba - A crítica política sobre o atual governo do Estado deve dar o tom da campanha do candidato ao governo pela Coligação Voto Limpo (PPS/PFL), Rubens Bueno. ''O tom é de crítica política porque reconhecemos o erro, a demagogia do governo atual e ao lado das críticas vamos apresentar idéias, planejamento com pessoas de qualidade'', justificou Bueno ao falar sobre a campanha após uma reunião com membros do seu partido para tratar das diretrizes e propostas do plano de governo da coligação. O programa partidário do PFL estadual, veiculado na televisão há cerca de um mês, já apresentou críticas ao governador Roberto Requião (PMDB), candidato à reeleição.
O candidato do PPS afirmou que vai defender em seu discurso de campanha que é preciso de ''um choque de gestão''. ''O governo montou uma estrutura de governo partidarizada e familiar e isso é estrutura de órgão privado'', afirmou Bueno, referindo-se ao nepotismo. Bueno também já começou a criticar diversos outros pontos do governo de Requião, muito atacados pelos adversários nos últimos anos, como a proibição dos transgênicos, a administração do Porto de Paranaguá, a questão dos pedágios e a nomeação do Procurador Geral de Justiça do Ministério Público (MP) estadual. Apesar de o alvo dos ataques ser o governo de Requião, Bueno negou que haja acordo de preservação entre os candidatos de oposição para uma futura aliança no segundo turno.
Algumas alas do PPS, como as lideranças da Força Sindical do Paraná, criticaram o partido por se coligar com o PFL. Bueno defende que a aliança não vai trazer prejuízo para o PPS. ''Nossa chapa não tem do que se envergonhar, ao contrário dos outros. O PFL se modernizou. E as bancadas do PFL e do PPS sempre votaram com convicção do seu dever'', argumentou.

mockup