Investimentos em duplicação e restauração de rodovias do Sul do País num valor de U$ 1,4 bilhão até 2007, o equivalente ao montante que está sendo destinado para a conclusão de obras da Rodovia do Mercosul. Este é um dos itens que estão inseridos no Estudo dos Eixos Nacionais de Integração e Desenvolvimento, que deverá ser utilizado como referência para a elaboração do Plano Plurianual para o período 2000-2003. O Plano terá de ser apresentado até o dia 31 de agosto ao Congresso.
Segundo o secretário de planejamento e investimentos estratégicos do Ministério do Orçamento e Gestão, José Paulo Silveira, que esteve anteontem em Curitiba, o estudo identificou as necessidades de regiões brasileiras, organizando projetos e programas que deveriam ser iniciados e concluídos num prazo de oito anos.
Especificamente para o Paraná, Silveira destacou programas de investimentos em ferrovias (a formação do Corredor de Exportação do Paraná) no valor de U$ 2 bilhões. ‘‘Este programa tem como meta unir todas as principais ferrovias, inclusive já desativadas, num grande anel de exportação do Estado’’, afirmou. Também estão previstos investimentos no sistema de energia de Tibagi com cinco usinas hidrelétricas, linhas de produção, termoelétrica em Curitiba, telecomunicações, área social, ensino fundamental, qualificação de professores, programas de redução da mortalidade infantil e universalização da água.
Pelo estudo, o Paraná estaria inserido em dois grandes eixos, na região Sul (que tem investimentos totais de U$ 21,8 bilhões) e na região sudoeste (com investimentos de U$ 11,3 bilhões). ‘‘O Estado está inserido 50% em cada um destes grandes eixos por critérios estratégicos, de afinidade entre as regiões e os municípios’’, afirmou Yolanda Ramalho, chefe do departamento de planejamento do BNDES. O Estudo total realizado pelo Consórcio Brasiliana prevê investimentos nos nove eixos brasileiros da ordem de U$ 165 bilhões.
Para que os projetos sejam inseridos no Plano Plurianual e recebam os recursos necessários, de acordo com Silveira, será necessário o apoio da iniciativa privada, além de financiamentos nacional e internacional. Segundo os cálculos do Ministério do Orçamento, a previsão é a de que a iniciativa privada participe com 100% dos recursos na área de telecomunicações, 60% energia e transporte, 40% informação e conhecimento, 10% desenvolvimento social e saneamento e 20% em meio ambiente. ‘‘Caberá aos governos federal e estadual o incentivo e atração destes investimentos’’, analisou ele. (L.P.)

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